Com seus cachos coloridos, ela surgiu no Orkut num dia comum. “Natu-Naturata”, “Guerreira Ressonante Amarela” ou simplesmente Laura. Bem, ela era muitas coisas, e muito pouco Laura. Das nossas conversas iniciais sobre os índigos nasceu essa estranha simpatia que mais tarde se tornou uma amizade interessante. Trocávamos confidências e experiências todos os dias a tarde, por horas e horas.
Naturata morava em São Paulo. Era artista plástica, mas fazia um pouco de tudo. Tava cansada das raves, mas ainda mantinha paixão por música eletrônica. Me apresentou o Chill Out, a Ambient Music, Tripswich, Abakus, o Ayahuasca, o Caibalion e o Necronomicon, Hermes Trimegisto, a video-animação e seu vestido-caixa (que hoje, tenho certeza, faria sucesso).
Mas e ai?
Por que ela apareceu? Por que ela sumiu? E por que estou escrevendo sobre ela tantos anos depois?
Tem certas coisas que não se explica, simplesmente acontecem. Hoje acordei, pensei nela, e achei interessante perceber que ainda temos, de alguma forma, uma conexão. Queria saber se ela está bem, mas muito provavelmente nunca mais vamos nos encontrar, exceto nesse tipo de encontro, bem íntimo e particular, que acontece quando lembramos de todas as experiências que tivemos juntos e de tudo que já significamos um para o outro.
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KIN 176: GUERREIRO RESSONANTE AMARELO
Canalizo com o fim de questionar
Inspirando a intrepidez
Selo a saída da inteligência
Com o tom ressonante da harmonização
Eu sou guiado pelo poder da elegância
Sou um portal de ativação galáctica
“Comunico-me com minha voz interior e peço-lhe que guie meus passos com base na perfeição que trago em mim”.

Ai, que coisa delicada e doce e linda! ^^
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